Resenha: O garoto dos meus sonhos - Lucy Keating


Primeiramente gostaria de dizer que esperava mais do livro. Acredito que a capa me enganou um pouco, até minha mãe concordou que a capa era linda e muito atrativa. Basicamente, fui enganada por uma capa bonita e um prefácio diluído em qualquer fantasia adolescente do garoto dos seus sonhos. 

Informações:


Ano: 2016
Páginas: 264
Editora: Globo Alt
Avaliação: ★★★Sinopse Skoob: Desde quando consegue se lembrar, Alice tem sonhado com Max. Juntos eles viajaram o mundo, passearam em elefantes cor-de-rosa, fizeram guerra de biscoitos no Metropolitan Museum of Art... e acabaram se apaixonando. Max é o garoto dos sonhos – e somente dos sonhos – até o dia em que Alice o vê, surpreendentemente, na vida real. Mas ele não faz ideia de quem ela é... Ou faz? Enquanto começam a se conhecer, Alice percebe que o Max dos Sonhos em nada se parece com o Max Real. Ele é complicado e teimoso, além de ter uma namorada e uma vida inteira da qual Alice não faz parte. Quando coisas fantásticas dos sonhos começam estranhamente a aparecer na vida real – como pavões gigantes que falam, folhas de outono cor-de-rosa incandescente, e constelações de estrelas coloridas –, Alice e Max precisam tomar a difícil decisão de fazer isso tudo parar. Mesmo que os sonhos sejam mais encantadores que a realidade, seria realmente bom viver neles para sempre?
Resenha

Desde que Alice pode se lembrar ela sonha com Max, só que ela acha que ele é fruto de sua imaginação, porém ao se mudar e entrar na nova escola acaba por perceber que o Max dos seus sonhos é totalmente real!

Entorno dessa trama de sonhos vão se desenvolvendo histórias paralelas,como a dela e do pai, a relação com a mãe que a deixou quando era pequena demais, e seus traumas. O livro fala basicamente de traumas de infância que não foram superado se a relação dela e do Max nos sonhos não passou de um objeto de transição, que é quando você precisa de algo ou alguém para lhe ajudar a superar aquele momento difícil, porém eles nunca superaram e se agarraram um ao outro nos seus sonhos para manter aquele pouquinho de sanidade dentro de si.

Achei bem vago como o tema sono e neurociências foi abordado, também de como eles saíram dessa: eles sonham, Max se afasta, e é isso. Eles acordam e estão parando de sonhar um com o outro.

Como todo livro voltado para o público adolescente os adultos são vagos, chatos e até bobos. Porque os adolescentes são muito espertos, o que me faz lembrar que eu não saía para ter altas aventuras na adolescência e nem desconfiava de diversas coisas. Mas, enfim, é um bom livro, cheio de meiguice e romance, isso não pode faltar, porém é tudo muito sutil. Você não vai encontrar grandes e ardentes beijos, tampouco cenas de sexo/primeira vez cheias de detalhes. Seria uma boa comparar com amanhecer, da saga crepúsculo. Lua de mel de bela e Edgard. Basicamente isso.

Porém, apesar de o assunto neurociências ser bem vago foi muito lindo ver um pouco do que ele estudo no meu trabalho na faculdade ser abordado em um livro de literatura. Neurociências e psicologia, minhas paixões acadêmicas!

Espero que não tenha sido uma resenha muito ruim e destruído a expectativa das pessoas sobre o livro, acho que vale a pena ler, é um livro leve, com paixões adolescentes é uma trama bem maluca e inesperada, entretanto não é um livro tão profundo, apenas isso.

Enfim, espero que tenham gostado, leiam sempre que possível e mesmo que seja impossível. Até logo!
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Resenha: Sway - Kat Spears


Agora são exatamente três horas da manhã e eu deveria estar indo dormir, mas nada metal pregar os olhos. Nenhuma conversa é interessante o suficiente para me manter atenta por muito tempo. Com isso resolvi escrever sobre esse livro que me fisgou de uma maneira enlouquecedora. Sway foi pra mim como um primeiro beijo: inesquecível. E, não venham me dizer que o primeiro beijo de vocês não foi, porque por pior que ele tenha sido, pro pior que a pessoa tenha te tratado depois, a sensação de dormência, a falta de ar, a palpitação, ela sempre fica. Sempre. E a gente vai tentar repetir essas sensações diversas vezes na vida posteriormente e nunca será a mesma coisa. Chega um ponto que até fica chato, porque nada se iguala aquilo. 

Sway é o livro escolhido para o Desafio Literário do Mês de Julho, ele representa o mês da amizade, porque, quando eu comprei ele achei que se tratava de uma história de amor, mas no fim ele fala sobre amizade, companheirismo, lealdade e sobre fazer de tudo para cuidar dos amigos.

Informações:

Sway - Kat Spears


Ano: 2016
Páginas: 256
Editora: Globo Alt
Avaliação: ★★★★★
Sinopse Skoob: Sway é o apelido de Jesse Alderman, por causa de seu talento para conseguir qualquer coisa para qualquer pessoa, como providenciar trabalhos escolares, fazer com que pessoas sejam expulsas da escola, arrumar cerveja para as festas, entre outras coisas, legais ou ilegais... É sabendo dessa fama que Ken Foster, o capitão do time de futebol da escola, pede a ele um trabalho controverso: Ken quer que Bridget Smalley saia com ele. Com seu humor ácido e seu jeito politicamente incorreto de ver a vida, Sway terá que encarar o trabalho mais difícil que já teve: sufocar todos os sentimentos que Bridget desperta nele, a única menina verdadeiramente boa que ele conheceu em toda a sua vida.
Resenha: 

Jesse é o típico cara que consegue tudo para todos que o pagarem bem. E ele não tem problemas nisso, esse é exatamente o problema: ele não liga, só se acostumou. Acho que ele entrou num piloto automático e quando se deu conta que era bom naquilo foi cada vez mais fundo até não poder mais sair. Mas é aí que tudo muda. Quando o bar boy master que se faz de bonzinho, contrata ele pra conseguir a garota mais gente boa e doce da escola, e Jesse/Sway se apaixona por ela, é quando começa seu dilema. 

Ele e Bridget ficam amigos, Jesse acaba descobrindo toda a vida dela, fica amigo do irmão com deficiência, dos outros amigos dela e de um senhor em uma casa para idosos que não tinha nada a ver com a história. Eu escolhi esse livro pro desafio literário justamente por falar do valor das amizades. Jesse tem uma amiga, Joey que passa por umas barras bem pesadas durante a trama, e ele faz o que está além do seu alcance para mantê-la segura. 

Ele é o tipo de cara que toda garota do ensino médio se apaixonaria sem nem ao menos conhecer, se conhecesse haveria uma chance de se afastar, mas haveria aquela pequena porcentagem que iria querer saber até onde o seu lado ruim seria capaz de ir. Como todo romance adolescente clichê, ele é salvo pela garota, ela acaba o “mudando”, mas acho que ela mais “mostra a luz no fim do túnel” pra ele, do que realmente o muda. 

Jesse é um cara inteligentemente medida, interessante, gosta de musicas antigas e caros igualmente particulares. Embora estrague consideravelmente o fato de ele ser/trabalhar para traficantes de drogas bem pesadinhas e conseguir umas paradas bem punks. Mas, afinal, eu sempre tive uma queda por caras do tipo bad boy “na dele” como Sway

Nesse livro tem cada roubada que eu me pergunto, onde estão os pais desse adolescentes americanos de romances adolescentes? Porque, com dezesseis anos eu mal saia de casa sem minha mãe saber onde eu ia e com quem. E nos livros eles fazem a festa, viajam, conseguem carteiras de identidade falsas, drogas, bebidas, altos rolês perigosos e nada, absolutamente nada acontece. 
No mais, Sway é viciante como cada tragada de um cigarro qualquer. Doce e amargo, que provavelmente vai te matar psicologicamente, mas te mantém loucamente excitada e pedindo mais.
Desafio Literário faz parte do Café com Blog e o Interative-se!

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Resenha: Outros jeitos de usar a boca - Rupi Kaur


Estou há meia hora olhando para essa tela em busca de palavras para descrever a sensação que é ler este livro. Milk and Honey, da Rupi Kaur é um livro sensacional! Eu li todas as vezes chorando e sempre que vou emprestar ele para alguém acabo lendo mais uma vez, e chorando, é claro. 

A primeira vez que eu soube desse livro foi no canal da Jout Jout, ela leu diversas poesias dele e eu fiquei com gostinho de quero mais na boca. Depois a minha linda Bruna Morgan escreveu uma resenha sobre e eu fiquei gritando desesperadamente. Até que mês passado eu consegui comprar em uma oferta relâmpago na Amazon. 

(link do skoob)
Outros jeitos de usar a boca
Rupi Kaur
Ano: 2017
Páginas: 208
Editora: Planeta Brasil
Avaliação: ★★★★★
Sinopse Skoob: 'outros jeitos de usar a boca' é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.
O vídeo da Jout Jout


Resenha

Esse não é um daqueles livros que você compra pra se divertir. Ele é sofrido. Ele corta. Ele faz doer até mesmo onde você achava que não seria possível sentir algo. Cada palavra, cada verso é ensopado de sentimentos que a maioria das mulheres já sentiu ou presenciou. O abandono, a agressão, o abuso, a dor, a ilusão, a raiva, o amor, a descoberta do amor próprio, e diversos outros. 

Eu pude, pela primeira vez em toda a minha vida, me ver naqueles poemas que não foram feitos por mim, porque foram justamente feitos por uma mulher de verdade, que sofreu de verdade, que passou tudo que passou de verdade, e ela veio nos dizer o quão fantásticas nós somos e que não devemos nos deixar ser maltratadas por pessoas que não sabem entrar pela porta da frente e sentar no sofá como uma boa visita.

Aqui estão alguns de muitos (todos) os poemas que me tocaram profundamente.








Esse vídeo também é fantástico!


Enfim, não há mais o que falar, já que as palavras da Rupi falam por si só! 


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Resenha: Documentário Cidades Fantasmas


Primeiramente, estava com saudades de escrever aqui. Mas as coisas andaram difíceis e, bem, vocês sabem, final de semestre, recuperação pós crises de ansiedade etc. Porém, hoje não vim falar das minhas tristezas, mas de uma alegria. Finalmente consegui assistir o Doc de um GRANDE amigo meu (ele não é grande, na verdade é... enfim, deixa assim) Guilherme Soares Zanella. Apesar dos problemas que aconteceram que quase me fizeram não ir assistir consegui vencer o receio e fui! 

O Guilherme é um dos roteiristas de Cidades Fantasmas que venceu a competição brasileira de longas e médias-metragens da 22ª edição do festival É Tudo Verdade em abril. Na época eu não pude ir por motivos de provas na faculdade. O doc foi pro cinema há algumas semanas, mas somente na ultima (essa) que deu pra eu (finalmente) ver.

Informações:
Data de lançamento: 15 de junho de 2017 (1h 10min)
Direção: Tyrell Spencer
Elenco: atores desconhecidos
Gênero Documentário
Nacionalidade Brasil
Avaliação: ★★★★★


O documentário retrata quatro cidades que ficaram abandonadas com o passar do tempo. Deserto chileno, Amazônia brasileira, Andes colombianos e Pampa argentino. Um dos lugares é Fordlândia no Pará, espaço criado por Henry Ford, durante o auge do ciclo da borracha que atualmente está ocupado por pessoas que cuidam da historicidade do lugar.

Humberstone (Chile) abre o doc, o deserto, a narrativa triste e simples. A pobreza nua e crua choca logo de primeira, é impactante. Mal conseguia permanecer sentada na poltrona daquela sala escura. Me causou inquietação. Algo me corroía por dentro como o tempo tratava de corroer as paredes daquelas casas, das vilas, do antigo maquinário. As fotografias antigas dos trabalhadores e de suas famílias retratavam a precaridade da vida naquele lugar tão sem vida. Me recordaram os relatos da infância de meu pai, o passar necessidade, as longas jornadas de trabalho, crianças com uma curta infância. 

Fordlândia (Brasil) do deserto para o meio da mata. Também banhado em precaridade, as fotografias dos trabalhadores ressoava da dos americanos que comandavam a extração de borracha. Os relatos da rigidez do trabalho, a fala arrastada e cansada dos senhores que viveram aquela época. Também da luta que é fazer desse lugar um marco histórico de uma época que só a presença dos americanos fazia do lugar uma vila mágica. As casas com varanda que remetem uma época de ouro pós guerra. Lembro que um senhor se perguntava da bandeira Americana que ficava acima da caixa d'água, ele lembrava com nostalgia dela. 

Armero (Colômbia) a tragédia em Armero me tocou de tal forma que é como se em outra vida estivesse acontecido algo muito parecido comigo. A cidade foi soterrada por lama após a erupção do vulcão Nevado del Ruiz.  Os relatos de mães que perderam seus filhos, o sentimento de abandono, de vazio de uma cidade que era feliz, alegre e viva! Sou suspeita para falar porque tive a honra de conviver um semestre com uma colega da Colômbia (Sara, saudades), e mesmo na tristeza ela se mostrava alegre. O drama de Armero vai muito além da erupção, pois o governo sabia e não lhes disse nada. No ar pairava indignação e uma raiva banhada a lágrimas por entes queridos que jamais serão vistos novamente. A avalanche de lama veio e levou a alegria do lugar e dos seus habitantes. 

Epecuén (Argentina) apesar de ser a cidade que me pareceu menos viva e mais arrasada, Epecuén me tocou de uma forma menos incisiva. Ela era uma cidade resort, alegre e festiva. O lago era famoso pela sua salinidade que fazia as pessoas flutuarem, muitas delas eram curadas pelas qualidades medicinais das águas. Tudo que arrecadavam com o turismo os mantinha no resto do ano, porém quando a seca estava por vir uma barragem se rompeu e inundou a cidade, tirando dela sua graça. Um dos moradores disse que parece que quando a água veio o sol se foi. Entretanto atualmente um senhor mora na cidade, com sua bicicleta e seus cachorros. Alguns o chamam de louco, mas ele me parece ser o louco mais lúcido que vi em toda a minha vida.


Acredito que o documentário mostre a face da insanidade em cada um, envoltos nas memórias do passado, nostalgia e tristeza pela devastação que cada perda os causou. Digo com propriedade, pois sou uma dessas pessoas que se apaixonam por histórias tristes e trágicas. Tanto que sai da sala de cinema embasbacada, lembro que olhei para o meu amigo e ele perguntou "e ai, que achou?" e eu disse pausadamente "U - A -U !!!". Pensei muito em como seria minha crítica, mas vejo que não consigo fazer uma. Me sinto submersa na imensidão que é ter vivenciado esse momento. Vai muito além de prestigiar o trabalho de um amigo.

Foi algo visceral. Gosto de coisas que mexem com as minhas entranhas, mesmo que eu me debata um pouco no início. Guilherme diz que eu não aceito críticas construtivas, e que "é normal isso". Sempre reviro os olhos quando ele diz/escreve isso. Mas, acho que é muito além, é quase uma forma de manter a sanidade num momento de desespero, é, aquele momento de se acomodar na nova posição quando se está sentado no piso duro e gelado. E esse documentário, assisti-lo foi, não sei, como estar horas deitada no piso duro e querer se levantar. Seus ossos e a carne toda dói, as vezes falta força, você fica andando meio duro e desconfortável durante um tempo, mas quando se dá conta do que aconteceu só deseja voltar aquela posição novamente, a de espectador

Em Porto Alegre o filme fica até amanhã em cartaz, corre lá!
Espaço Itaú de Cinema
14:30 e 20:00
Cinebancários 
15:00

Fiquem com o trailer, espero que tenha feito jus ao filme, e é isso! 


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Aos poucos a gente vai se reerguendo

Eu sumi, eu sei. Muitas coisas aconteceram desde a ultima vez que eu escrevi aqui ou em qualquer outro lugar. Eu sou muitas e hoje sinto que posso ser todas que eu quiser. 

Em menos de dois meses eu tive mais altos e baixos que uma montanha russa! O que me sustentou foi primeiramente minha amiga, Fernanda , que faz cinema na PUCRS (mesma facul que eu), ela não desistiu de mim mesmo depois de ter desmarcado tantas vezes com ela. Teve meu psicólogo, meus colegas, os professores e meus pais. Pais esses que eu consegui me abrir (finalmente) e contei tudo que estava guardado tantos anos ou até a vida toda. 

Sou muito feliz por ser amiga de todos aqueles lindos e chuchuzes que me ajudaram de qualquer forma, até com um pequeno post motivacional. Daqueles que me sacudiram e daqueles que juntaram meus pedacinhos. É tão bom sentir que a gente pode dizer sem medo: eu estou me curando.

Pra quem não está entendendo nada eu explico. Eu tive crises de ansiedade e pânico. Tranquei algumas cadeiras na faculdade e estou em processo de matar minhas paixões infantis doentias que só me fazem sofrer. Freud diz que é um dos processos de amadurecimento. As coisas tem se encaixado melhor, mas eu percebo que eu preciso me divertir e viver a vida, sair, ver meus amigos e deixar de ser tão reclusa dessa forma nociva.

Essa noite refletindo sobre o que meus relacionamentos me trouxeram que eu pude perceber como eu sou um camaleão que se adapta aos ambientes e as pessoas. Com meu ex eu me sentia motivada a criar qualquer coisa que fosse, foi um ano muito produtivo e criativo. Sinto falta da nossa relação e de como ele me trazia coisas novas todos os dias. Talvez em algum momento surja uma boa amizade disso tudo. Com minha ex bff eu lia demais e passei a escrever de uma forma muito autocrítica por causa das críticas dela. E por aí vai. Agora com a Fernanda eu tenho escrito muita coisa pensando na criticidade cinematográfica dela. Afinal, somos um quebra cabeças de pessoas e lugares! 
E, o recado final é: a gente sobrevive, a gente se agarra a qualquer possibilidade ou pessoa e só vai! Então, se agarrem em algo que lhes fortaleçam!
Deixo essa musiquinha que a migx me viciou, essa menina é ótima!


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Eu sou aquela que tem a força tatuada no peito!


Eu sei que isso não é nenhuma reunião de reabilitação que eu deveria me apresentar e dizer há quantos dias eu estou "limpa", mas acho importante que saibam, que um dia eu estive suja. Estive na lama. E que essa força toda que hoje habita em mim, nem sempre esteve aqui.

Eu era uma garota normal, de uma cidade normal, numa escola normal. Não era popular, tampouco bonita como as populares. Era a garota que ia para a biblioteca ler e sonhar com o meu grande amor ou com uma grande carreira. Tudo estava bem até um grupo de alunos novos entrarem na escola. Eram três irmãos e uma irmã. Eram lindos, populares e atletas. Além de serem novos e a curiosidade de todos. O mais velho andava com seu skate embaixo do braço para lá e para cá. A irmã, um pouco mais nova era do tipo que esnobava as populares, o que a fazia mais popular ainda. O do meio era quieto, fechado poderia muito bem andar em qualquer grupo, rir de suas piadas e saber de todas as fofocas sem ser descoberto. O mais novo ainda estava no fundamental, portanto, era um garotinho bonito e engraçado. 

Estavam consecutivamente no terceiro, segundo e primeiro ano do ensino médio. O menor estava entre o quarto e quinto ano do fundamental. Nessa época eu era do oitavo ano, que é quando você não se encaixa no fundamental e nem no médio. É uma fase difícil por sí só. Mas, quando acontece com você o que aconteceu comigo. Tudo fica absolutamente insuportável.

Foi no dia 11 de maio, eu estava na biblioteca da escola escolhendo livros para ler no final de semana, quando sem querer esbarrei em alguém. Sem ver bem, comecei pedindo desculpas. Quando levantei a cabeça pude ver que era, o garoto novo, o do primeiro ano, aquele que eu não sabia o nome. Ele me encarava sério. Estava com medo de receber um xingão, quando ele abriu um sorriso tímido e me entregou os livros. 

"Meu nome é Matheus, prazer." e eu fiquei piscando e pensando no que eu deveria dizer, então consegui pronunciar "Sabrina". Não sei ao certo se ficamos meia hora ou meio minuto nos olhando. Ele tinha lindos olhos castanhos, meio avermelhados como argila e eu não conseguia parar de olhá-lo. Não lembro bem o que houve depois, só que saímos dali e ficamos conversando sobre literatura e de como eu detestava os clássicos brasileiros. 

Semana após semana nos encontrávamos na biblioteca ou no intervalo, todos percebiam que estávamos gostando um do outro, menos eu. Eu não entendia muito bem de romances, só os lia. Matheus era sempre gentil e atencioso, sorridente, mas contido. Discreto, eu diria. Quando me dei conta do que poderia estar acontecendo entre a gente eu pirei. E ele percebeu a mudança. Fiquei mais insegura com seus toques na minha mão ou no braço. Não conseguia encará-lo. Como saber se ele sentia o mesmo que eu? Eu estava apaixonada! 

No dia dos namorados, todas as meninas que tinham um estavam carregando seus presentes. Alguns mais exagerados que os outros. As populares carregavam uma sacola com pequenos presentes que haviam ganhado. Esbarrei, por casualidade numa criança que dava doces para meninas. Ela me deu um, fiquei tão contente com aquilo. Eu só não esperava pelo que estava por vir. 

Entrei na biblioteca e fui para a minha prateleira favorita, a dos romances estrangeiros. Estava escolhendo se era melhor reler Sense and Sensibility ou O Morro dos Ventos Uivantes. Foi nesse instante em que eu estava imersa nos meus devaneios, que ele cobriu meus olhos e perguntou baixinho se eu sabia quem era. "Matheus?" sussurrei trêmula. Então ele tirou as mãos dos meus olhos e eu me virei. Ele segurava um box dos livros da Austen, não sabia se o ar tinha ido embora por causa do box, dele estar me dando o presente ou só pelo fato de ele estar ali. 

"O que é isso?" perguntei, tola e insegura. "Seu presente" ele disse sério, tentando não rir. "Mas, eu não estou de aniversário!", ele soltou um suspiro desapontado. "Seu presente de dia dos namorados. Eu sei que não somos, mas eu poderia arriscar só se tivesse um bom motivo no caso de você não aceitar o presente por não sermos namorados." Eu não conseguia mais respirar nesse momento. "Então Sabrina, quer ser minha namorada?" a casa caiu, pensei, o que vou dizer para ele? "Eu... eu... eu... sim!". Acho que nunca vi alguém tão feliz quanto Matheus nesse momento. Ele me pegou pela cintura e me abraçou tão apertado que meus pés ficaram no ar quando ele me levantou. Nós nos olhamos muito de perto, suas mãos na minha cintura me erguendo, as minhas em seu pescoço macio. Nós nos beijamos lenta e desajeitadamente, mas foi o melhor (e primeiro) beijo da minha vida

Você que está ouvindo a minha história, até aqui não consegue imaginar o que pode ter acontecido nesse relacionamento de contos de fada, que toda a garota quer, não é mesmo? Bem, estamos chegando lá. 

Três meses se passaram, nossos pais já sabiam do relacionamento. Eu com 14 e ele com 15 anos. Éramos sonhadores e inocentes. Minhas colegas, que até então não falavam muito comigo começaram a se interessar por nós, até que chegaram no assunto sexo. Perguntaram como eu conseguia namorar sem "ter feito" e aqueles blá blá blás todos. Eu sempre dizia que não tinha acontecido e eu não tinha pressa. Comentei com o Matheus sobre o fato e ele me disse que seus irmãos mais velhos haviam o dito a mesma coisa "como não aconteceu?"

Ficamos meio desconcertados com a conversa, tentamos mudar de assunto, mas parecia que os dois estavam se indagando "por que não aconteceu?". Fomos para a casa dele depois da aula, colocamos um desenho animado japonês para assistir no seu quarto. A tarde passava lenta comigo em seus braços assistindo o "anime". Até que o desenho acabou e ficamos naquele silêncio que propicia qualquer sacanagem. Começamos a nos beijar intensamente. Suas mãos trêmulas subiam pela minha perna até a atura dos seios. Ele pôs a mão embaixo da minha blusa. Estava gelada. Foi quando eu pedi para ele parar, e gentilmente ele tirou a mão e me deu um beijo na testa. Ele estava excitado e disse que iria ao banheiro lavar o rosto. Esperei tensa no quarto. Foi nesse instante de pensamentos furtivos que tudo aconteceu. 

Seus irmãos chegaram fedendo a álcool em casa, o encontraram indo ao banheiro com a ereção visível, ele tentou esconder se trancando no banheiro, mas a porta do quarto estava aberta. Os dois pararam na porta, me olharam, se olharam e perguntaram com os olhos vermelhos e a língua enrolada. "Vocês transaram?", incomodada eu disse que não, Jordan, o mais velho perguntou por que. Eu disse que não queria. Eles riram e começaram a entrar no quarto. Pararam perto da cama e ele disse "Ele não é sexy, não é? Mas e eu? Eu sou?" ele disse isso levantando a camiseta e mostrando um abdome definido. Alice, a irmã, riu e disse "oh, você é muito sexy, aposto que ela não te rejeitaria". Eu nem consegui dizer alguma coisa, quando Matheus estava entrando no quarto, parou e viu tudo que estava acontecendo. Ele pediu para todos saírem e me deixarem em paz, mas os dois se recusaram, fechando a porta e a trancando pelo lado de dentro. Matheus gritava e esmurrava a porta. 

Jordan era maior e bem mais pesado que eu. Ele me segurou pelos pulsos quando eu tentei empurrar ele e me levantar, Alice também me segurou. Eles forçaram minha mão em seu pênis para "senti-lo duro". Foi quando eu percebi que estava em perigo com aqueles dois idiotas bêbados e chapados. Eles se irritaram com a minha cara de nojo, acho que eu poderia arrancar tudo ali e dar para os cães. Foi quando Alice me segurou, jogando o peso do seu corpo sob o meu, Jordan começou a tirar as calças, eu ainda podia ouvir Matheus batendo na porta. Eu vi o membro ereto do irmão do meu namorado enquanto ele começava a desabotoar meu jeans. 

Alice sussurrava coisas como "você vai gostar" e "relaxa, eu sei que é bom, já provei" e ainda "é bom perder com quem sabe o que faz". Eu gritei, pedi por ajuda para o Matheus e seus irmãos só diziam "Vamos dar a ela o que você não deu". Os murros na porta eram mais fortes. Parei de gritar por um instante, quando senti a pele de Jordan na minha, forçando a entrada. Ele segurava as minhas pernas e ria. Eu mal conseguia me mexer. Busquei no fundo da minha mente imagens de alegria, amor e prazer. Dos livros e do Matheus. Me calei. Recebi cada estocada calada. Os beijos, mãos e carícias nojentas não alcançavam meu ser que estava amortecido e escondido no fundo do meu ser. 

Quando Jordan acabou eu fiquei imóvel na cama. Olhando para o teto. Alice estava com o celular na mão. Havia filmado e fotografado. A porta se abriu e Matheus entrou com os olhos inchados e as mãos vermelhas. Ele chegou perto de mim, mas não deixei ele me tocar. Levantei e me vesti. Ouvia ele perguntar como eu estava e me abraçando enquanto chorava por ser incapaz de me defender. 

Eu o olhei e disse "Eu estou destruída, não sou mais a menina que você namorava, me tira daqui, é tudo que eu peço". Ele pegou minhas coisas e as suas e me levou pra casa. No mesmo dia contei para minha mãe, ela ficou horrorizada. Fizemos um B.O na delegacia. Passei pela mais humilhante situação da minha vida após o ocorrido. Os exames e afins não são nem um pouco acolhedores. Minha mãe me abraçava e segurava o choro. Matheus ficou a semana toda me ligando, seus irmãos, por serem menores receberam indiciações, mas não foram presos, os pais tiveram que pagar uma multa exorbitante. E eu, bem, eu caí na rede. Por alguns dias, mas foi o suficiente para não querer mais sair de casa. 

Terminei o ensino médio a distância. Li meus livros, comecei a cantar, fiz aulas também. Aos 19 anos passei para Serviço Social na Federal. Depois de anos com acompanhamento psicológico, reclusão e muito estudo de mim e do mundo resolvi tatuar uma frase um tanto sem sentido para as pessoas, mas com muito sentido para mim, Austen escreveu em sua obra Persuasão. "Sou metade agonia, metade esperança" envolta num mar de flores, gravadas no meu peito. Jurei nesse dia jamais deixar quem precisar de mim sozinha. Mulheres são fortes, mas como todo ser humano, são frágeis. 

Carregarei minha dor pelo resto da vida. Isso é inevitável. Carregarei também meu primeiro amor comigo. As vezes nos falamos. Ele faz Direito agora. Que coincidência não? Trabalharemos juntos de certa forma, como sempre trabalhamos, cada um com sua dor e suas metas. Mas, sou eu, eu Sabrina, a doce menina dos romances estrangeiros, que tem a força gravada no peito. 



Esse texto faz parte do desafio Imagem e Palavra do Interative-se!

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Resenha: A garota que eu quero - Markus Zusak



Eu comecei a ler esse livro nas férias e achei que não ia me acrescentar nada. Li o primeiro capítulo quase morrendo de tédio! Era o garoto, o protagonista falando e pensando sobre mulheres e corpos, e sobre como amaria uma mulher! Até aí eu estava pensando, "que bosta é essa gente?”, foi quando o livro tomou seu rumo e eu fiquei “uau, que livro!!”.

Informações:

(Skoob)
Ano: 2013
Páginas: 174
Editora: Intrínseca
Avaliação: ★★★★
Sinopse Skoob: O Rube nunca amou nenhuma delas. Nunca se importou com elas. Nem é preciso dizer que Rube e eu não somos muito parecidos em matéria de mulher. Cameron Wolfe é o caçula de três irmãos, e o mais quieto da família. Não é nada parecido com Steve, o irmão mais velho e astro do futebol, nem com Rube, o do meio, cheio de charme e coragem e que a cada semana está com uma garota nova. Cameron daria tudo para se aproximar de uma garota daquelas, para amá-la e tratá-la bem, e gosta especialmente da mais recente namorada de Rube, Octavia, com suas ideias brilhantes e olhos verde-mar. Cameron e Rube sempre foram leais um com o outro, mas isso é colocado à prova quando Cam se apaixona por Octavia. Mas por que alguém como ela se interessaria por um perdedor como ele? Octavia, porém, sabe que Cameron é mais interessante do que pensa. Talvez ele tenha algo a dizer, e talvez suas palavras mudem tudo: as vitórias, os amores, as derrotas, a família Wolfe e até ele mesmo.
Resenha:

O livro conta a história de Cameron, o filho mais novo de quatro irmãos. O mais velho era o durão bem sucedido, jogador de futebol americano, tinha a irmã que é pouco explorada na história, o irmão uns anos mais velho, gato, bad boy que larga as namoradas quando se cansa delas é Cameron, que não era nem um romântico nem um bad boy.

Só que tudo muda quando Octavia aparece e o trata como gente, com carinho e atenção. Ela não é só uma namoradinha banal do seu irmão, ela é a garota que ele quer! Logo que Rube, o irmão e namorado de Octavia a larga, ele passa a encontrar a menina com mais frequência, eles se conhecem melhor e tudo vai fluindo sutilmente. Ela é uma menina profunda e travada em alguns momentos e Cameron parece muito despreparado para a vida. Achei muito bonito como eles vão descobrindo o amor e tudo o mais, como os segredos vão se mostrando e sendo desvendados e as coisas vão fluindo sutilmente, como acredito que as coisas devam ser.

A cada capítulo Cam vai fazendo poemas acerca das coisas que viveu, sonhos e pressentimentos relacionados ao sobrenome deles: Wolfe.

Descobri recentemente, procurando na internet que esse livro faz parte de uma trilogia: O azarão, bom de briga e a garota que eu quero.



Recomendo fortemente esse livro é a sua trilogia, é um livro contado por um adolescente que se sente um pouco excluído e eu já me senti assim, acho que todos aqui também já se sentiram um dia e tudo mais. E é muito bom se envolver nas encrencas que ele é o irmão se envolvem por causa de uma garota. Vemos laços se estreitando ao longo do livro.

Foi uma leitura muito gostosa e leve. Vou procurar os outros livros e lê-los!!!

Esse post faz parte da blogagem coletiva do interative-se

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Resenha: Fragmentado


Já faz um tempo que assisti Fragmentado e me apaixonei. Fiquei fascinada pela trama, embora acredite fortemente que mereça continuações! Durante o filme eu fiquei tensa, mas não cheguei a sentir medo, acho que fui fria e analisei cada personagem e situação. Antes do final eu já sabia mais ou menos como acabaria. 

Informações:

2016 ‧ Thriller/Terror ‧ 1h 57m
Kevin possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra em um estacionamento. Vivendo em cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar.
Data de lançamento: 17 de março de 2017 (Brasil)
Direção: M. Night Shyamalan
Elenco: James McAvoy, Anya Taylor‑Joy e Betty Buckley
Resenha: 

Eu perdi os primeiros minutos do filme, então, pra mim tudo começa quando três garotas e o pai de uma delas estão saindo de algum lugar, com compras e comida, elas já estão no carro e o pai está guardando tudo no porta malas. Um estranho chega por trás e depois mostra-o entrando no carro. As duas garotas que estavam no banco de trás são as primeiras a serem postas para dormir por "fazerem alarde", Casey que está no banco do carona é a que fica em silêncio e tenta sair sorrateiramente do carro. Não conseguindo, as três são levadas para um lugar misterioso das quais nenhuma consegue sair.


O cara que as sequestra tem TOC e gosta de ver garotas nuas dançando. Ele seleciona uma das meninas e quando uma tenta lutar para proteger a amiga, Casey diz "faça xixi". Logo depois a amiga volta, ele sentiu nojo dela e a devolveu. 

Em todos os momentos Casey pensa calculadamente sobre os movimentos, estudando cada situação, enquanto as outras meninas só pensam em fugir, bater e sair dali. Só que o sujeito era mais forte que as três juntas. Tudo isso se passa enquanto o indivíduo, Kevin, vai a psicóloga/terapeuta Dra. Karen Fletcher

A Dra. narra os fatos do transtorno de Kevin e suas 23 personalidades. Barry é o que aparentemente fica "a luz" ou seja, ativo e no comando de Kevin. Barry é um estilista em crise existencial. Logo após o sequestro diversos emails de consultas extras vão chegando para a Dra. que começa a desconfiar que algo esteja acontecendo, no caso, o brutamontes com TOC (Dennis) é quem está fingindo se passar por Barry para abafar os emails enviados pelas outras personalidades que veem algo errado e tentam avisar.

Casey e o pai

Aparecem também, Hedwig, um menino de 9 anos e Patricia, uma fanática religiosa que juntamente com Dennis querem trazer "a fera" de volta a luz. A fera seria a 24° personalidade de Kevin, grande, com garras e feroz, que sobe em paredes e se alimenta de carne humana. Eles sequestraram as meninas por elas serem impuras, impuras no sentido de nunca terem sofrido, pois pareciam jovens felizes que os pais dão tudo. Já uma pessoa pura seria aquela que já experienciou a dor.

O filme, além de uma ótima fotografia (eu estudei um pouco sobre isso, e pelo que puder perceber e dos comentários de amigos da área, é realmente muito bom), tem um enredo sobrenatural e psicológico. Retratando abusos, traumas e transtornos de identidade. No caso, Casey fora estuprada pelo tio desde pequena, o filme da a entender que atualmente ainda é, seu pai morreu e ela ficou sob a guarda do tio. Ela relata que sempre faz alguma coisa para ficar mais tempo na escola, para fugir do abuso. Em diversos momentos mostram flashes de memória da infância dela caçando com o pai e o tio. O primeiro abuso e as chantagens. 


Em vários momentos elas tentam fugir, Casey é a única que não. Que tenta manter a calma e fazer tudo que mandam. Até que conhece Hedwig e tenta seduzir ele para que ele e ajude a sair de lá. Mas o menino é ruim, ele quer que os outros acreditem nele e só mete ela em fria. 

No final, quando a Dra. Karen Fletcher percebe que deve intervir e que a fera realmente pode existir, ela vai atrás de Kevin e encontra as meninas, ela é a primeira a ser morta pela fera, mas antes disso deixa o nome de Kevin num papel escrito "chame-o pelo nome: Kevin "Wendell" Crumb". Casey assiste todos vídeos diários das demais personalidades e fica chocada. Consegue fugir mas já é tarde, ela precisa correr da fera. 


Essa parte é desesperante, a perseguição, a tensão no ar. Mas, ela só não é morta no final porque a fera vê sua barriga e braços cheios de marcas de arranhões e tentativas de suicídio. Então ele diz que ela é "pura" e fica "feliz", indo embora. 

Pelo que pude perceber e achei na rede, haverá uma sequência de fragmentado, que seria uma sequencia de corpo fechado

Trailer:


Para quem não viu ainda, achei bem fácil para download e ainda está em cartaz (eu acho), mas já digo. Vá preparado. Não é um filme para pessoas sensíveis ou despreparadas. É um filme forte, com muitas chamadas psicológicas e que abordam temas polêmicos como abuso, estupro, agressão infantil e transtornos mentais, sem contar com a pegada sobrenatural que é marca do diretor Shyamalan.

Este post faz parte da blogagem coletiva do Café com Blog
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Razão e Sensibilidade - Série BBC Download


Há algum tempo venho querendo ler mais de Austen, mas não tenho tido ânimo! Portanto, sai a progurar filmes! Só que não achei nenhum que fosse rescente de Razão e Sensibilidade! Foi quando esbarrei com a série da BBC! Maravilhosa!

Só que aconteceu algo. Meu pendrive estragou e eu perdi sem olhar, fui a procura novamente e levei alguns dia para achar lugares seguros para download. Por isso, vim dividir com vocês esses arquivos. 

Informações

Sense and Sensibility é uma série britânica feita para televisão em 2008, adaptada pela BBC, do romance homônimo de Jane Austen. O roteiro foi escrito por Andrew Davies e ficou sob a direção de John Alexander. A série estreou na BBC One em três partes, nos dias 1º, 6 e 13 de janeiro de 2008. Nos Estados Unidos estreou em duas partes, em 30 de março e 6 de abril de 2008. Na Alemanha e França estreou em 6 de março de 2009.


Sense and Sensibility relata a história de duas irmãs, Elinor (Hattie Morahan) e Marianne (Charity Wakefield), em suas descobertas afetivas. A morte do pai muda a vida privilegiada que a família tinha, e a força a deixar a propriedade onde sempre viveram, para morar em uma modesta casa, pois a antiga propriedade é herdada, de acordo com as leis da época, pelo meio-irmão, único herdeiro masculino. Apesar de as chances matrimoniais terem sido alteradas pela diminuição ods recursos financeiros, alguns homens atraentes atravessam suas vidas.


Elinor sente-se atraída por Edward Ferrars (Dan Stevens) – mas ele guarda um segredo, um compromisso prévio que não o permite ter um compromisso. Enquanto isso, Marianne é objeto da atração do herói de Guerra Coronel Brandon (David Morrisey), mas ama realmente o charmoso Willoughby (Dominic Cooper).

Ao longo do relato, as irmãs se deparam com as diferentes nuances de sua personalidade, Elinor é mais racional e sensata, enquanto Marianne é emotiva e passional; ambas encontram, através do equilíbrio entre a emoção e a razão, o caminho para o casamento feliz.

Opinião:

Como não li o livro não posso opinar acerca da fidelidade dos fatos, mas em quesito imagem e contexto, acredito que foi muito fiel. Gosto de filmes ingleses, baseados em obra inglesas, eles geralmente são mais simples e fiéis em relação a vestimenta e habitos do que filmes americanos.

Drive:

Disponibilizei no Drive por ser possível assitir online. O primeiro episódio é o único (creio eu) que precisa ser feito o download, porque a legenda está separada, mas os demais não. A qualidade é MP4, que foi a que eu consegui baixar na época.

Espero que gostem e apreciem o seriado!

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