A Fragilidade da Existência Humana


A humanidade não percebe como são, todos, muito frágeis diante as catástrofes climáticas ou perante o tempo. O tempo, esse é a prova de que nenhum corpo resiste mais que, o que? 100 anos? 120? Há quem diga que os humanos podiam viver até 300 anos, isso tudo antes de Prometeu roubar o fogo do Olimpo e entregar a humanidade.

Teria ele nos dado o conhecimento e também o poder de sermos tão vulneráveis fisicamente justamente para que esse conhecimento não nos fizesse semi deuses?

Eu conheci, certa vez, na minha juventude um semi deus. Nada, nem ninguém era páreo para ele. Nada o vencia, nada o amedrontava. Ele vivia a vida na sua plenitude e cheia de coragem. Nos conhecemos em um evento de rua em 1970. Ele vestia jeans azul recém tingido e uma regata branca, que mais parecia transparente sobre seus músculos bem definidos e seu 1,95 de altura. A pele que pedia um toque para que tivéssemos certeza que era de carne e sangue e não esculpida em mármore. Os olhos que refletiam galáxias inteiras e um sorriso que nem mesmo o cupido seria capaz de imitar.

Perfeição, alguns diziam. Eu diria que ele era meu sonho e também o meu pesadelo favorito para o resto da vida.

Eu, com meus insignificantes 1,60 me encolhia em meio aquele tima de homens gigantes, até que o "semi deus", como minhas colegas o chamavam, esbarrou em mim e fez eu derramar todo o suco de uva sobre meu vestido azul claro. Karl era o nome dele, como um homem importante e imponente que parecia ser, esperei pelo xingamento, pois também o molhei de suco. Mas, o que eu esperava não veio. Ele se joelhou na altura do meu joelho pedindo desculpas enquanto procurava algo em uma pequena bolsa de treino. Ele tirou uma toalha e me ofereceu murmurando "desculpa, eu sou um desastre, todo esse tamanho só serve pra esbarrar nas pessoas" e logo que me sequei ele puxou uma camiseta enorme, que me cabia como um vestido. Tudo isso se passou em menos de 10 minutos, mas para mim foram os piores minutos de palavras trocadas sem olhares cruzados de toda a minha vida.

Minhas colegas me escoltaram até um banheiro no posto de conveniências para que eu vestisse aquela camiseta enormemente grande. Ele ficou esperando do lado de fora enquanto eu me lavava e tentava não cheirar a uva. Vesti a camiseta e embolei nas mãos o vestido. Puxei o cabelo para o lado e fiz uma trança meio desajeitada enquanto minhas colegas conversavam sem parar "da minha sorte em receber uma camiseta do Karl e blá blá semi deus".

Sai e só então ele me olhou nos olhos. Se apresentou e, mais uma vez, me pediu desculpas. Eu disse que estava tudo bem e que aquele vestido era velho (quando na verdade eu havia comprado para meu aniversário, no mês anterior). Então eu recebi o primeiro choque de encantamento vindo dele. O sorriso. Ele sorriu para mim e eu não sei como me mantive em pé após aquilo, mas parecia que meus pés estavam pisando em lama ou em areia movediça.

Ficamos andando lado a lado durante o evento e mais ou menos as 22h ele se ofereceu para me levar em casa. Caminhamos silenciosamente durante as quatro quadras percorridas até que eu parei, o olhei e perguntei:

- Por que você não me olhou enquanto me oferecia a toalha ou, depois, a blusa?

Ele ficou vermelho, pude ver mesmo estando completamente escuro na rua.

- Seu, seu vestido estava transparente e eu não queria ser indelicado.

Só então me dei conta de que meu sutiã bege e minha calcinha branca haviam ficado ensopadas com o suco, jurei odiar aquele tecido fino e leve pelo resto da minha vida. Devo ter ficado vermelha porque logo em seguida ele me agarrou pelos ombros e, olhando fixamente nos meus olhos, me disse:

- Em momento algum eu lhe desrespeitaria, mesmo que eu quisesse desesperadamente lhe beijar agora, eu não o faria se isso lhe causasse constrangimento ou repulsa. Ao contrário do que pode parecer - ele disse me calando - eu não compro a companhia de ninguém, principalmente de mulheres, ficam comigo se quiserem e gostarem de mim. Não tenho nada mais que isso que você pode ver. Eu sou somente o Karl, com seus defeitos e limitações.

Que limitações? Eu pensei, aquele homem era perfeito! Mas, logo depois eu descobri que ele tinha uma doença que poderia o matar a qualquer momento. Por isso, mesmo sendo contra os méditos, ele praticava todos os tipos de esportes, estudava filosofia e estava prestes a se formar em Direito. E eu lá, nas minhas aulas de francês e literatura. O que eu seria além de uma professora de primário para crianças que sequer entenderiam o que era o francês.

Naquela noite nos beijamos. Depois do quinto ou sexto encontro proposital nós fizemos amor na grama, embaixo de uma macieira, como nos tempos antigos em que a humanidade era livre. Ele me despiu cuidadosamente e beijou cada parte do meu corpo com devoção e paixão. Meu corpo queimava mais a cada beijo, toque ou olhar. Era quente sem ser vulgar e romântico sem ser piegas.

Só que, Karl era frágil. Quando me pediu em namoro eu pude ver a insegurança nos seus olhos, no seu toque. Ele sabia de algo que eu nem imaginava. Quando completamos um ano juntos e a minha felicidade não tinha fim ou tamanho, descobrimos que eu estava grávida de dois meses. Ele estava se formando naquele verão e já tinha planos de abrir um escritório. Achamos um apartamento pequeno e acolhedor, os amigos nos ajudaram com mobilha de segunda mão e nossos pais com a mobilha do nosso quarto e do bebê. Minha mãe já fazia sapatinhos e mantas sem nem mesmo saber se seria menino ou menina.

Estava com cinco meses quando Karl teve o primeiro desmaio seguido de convulsão. Estávamos na cozinha e eu entrei em pânico, não sabia o que fazer primeiro. Por sorte os vizinhos ajudaram. Fomos para o hospital, depois de uma bateria de exames os médicos constataram que se ele tivesse outro desses poderia ser fatal ou poderia deixá-lo numa cadeira de rodas. Quando John estava com 1 ano e 3 meses, numa tarde comum no supermercado, Karl me entregou-o e começou a se escorar numa prateleira, fazendo todos os produtos caírem. Ele teve o segundo desmaio e a segunda convulsão.

Karl não voltou a falar, não tinha forças nas pernas também. Eu tinha duas crianças em casa. Alguns meses depois descobri estar grávida novamente. Todos me chamaram de louca por querer seguir adiante com a gravidez. O próprio Karl ficou furioso. Eu entendia o que ele queria só com o olhar e alguns sons. Karl sempre fora calado e com olhos expressivos. Nada mudara de fato.

Karl ficou estagnado nesse estado por mais dois anos, tendo poucas melhoras. Ele voltou a andar e aprendeu a língua de sinais, eu também. John andava de um lado para o outro fazendo gestos e a professora da escolinha nos contava que ele pouco falava de fato, mas sim "olhava fixamente, franzia as pequenas sobrancelhas e gesticulava com as mãos de forma ligeira e firme", era exatamente o que o pai fazia.

Meu marido, Karl, se suicidou em 15 de agosto de 1976. Foi o tempo de eu descer e pedir que o zelador me ajudasse com a torneira da pia que estava jorrando água para todos os lados. Ele ingeriu muitos calmantes, logo depois foi para o quarto e disse para John (que já entendia a língua de sinais) que iria dormir. Só me dei conta depois de duas horas, com um bilhete debaixo do travesseio onde ele estava deitado, frio e acinzentado.
Eu te amei intensamente e fui muito feliz. Você não precisa de mais uma criança para se preocupar. Não sou mais o que diziam de mim, sou um mero mortal num corpo que está apodrecendo. Vou olhar por você, pelo John e pela Lili.
Você sim foi uma deusa, como Parvati, cujas lágrimas deram vida ao filho de pano, com suas muitas mãos e com suas milhares de faces. Viva, não chore, siga em frente. Não há arrependimentos, nós fomos o que tivemos que ser, nada mais. Vou dormir e lhe aguardo no Olimpo, minha eterna amada.
Karl
O que posso dizer sobre meu falecido marido? Ele foi um verdadeiro herói para todos a sua volta. Viveu intensamente os bons anos de sua vida sempre ajudando que precisasse. Jamais se negava. Estava sempre ali com seus braços e pernas fortes e sua mente aguçada, e jamais esquecendo do seu coração puro e corajoso. Eu sempre soube que ele não era o tipo de cara que seria fácil lidar. Lembro dele todos os dias, com carinho e saudade enquanto vejo meus filhos cada vez mais parecidos com ele. Lili tem seus cabelos e as bochechas que a entregam. John tem os olhos centrados e a altura. Será um homem grande, e eu, cada vez menor, mais velha e mortal, enquanto Karl será para sempre imortal na nossa memória.


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Naquela vida em que eu só sabia ser feliz


Naquela vida em que eu só sabia ser feliz, passava os dias com a minha flauta para lá e para cá. Papai me dizia: "Filha, nem tudo são flores, tome cuidado para não deixar a tristeza de lado por muito tempo, ela pode vir atrás de você!" Só que eu não entendia nada daquilo. Queria mesmo era ser feliz com todas as minhas forças e nada, nem ninguém iria me impedir. Eu dançava, corria, cantava, pintava e todas as coisas que me eram permitidas fazer. Todas elas eu fazia. Tinha sede de viver

Casei. Quando tinha meus 18 anos, quase muito velha pra casar, me apaixonei, ele era lindo e radiante, talvez com tanta vontade de viver quanto eu. Pele aveludada, olhos da cor do grão de café, cabelos negros como o pelo de um leopardo. Em outra vida devia ter sido um, seu olhar me paralizou como um desses animais paraliza sua preza que não sabe se fica e aceirta a morte ou se arrisca tudo e corre. Essa foi a minha sorte, eu corri. Corri para seus braços, de onde jamais gostaria de sair. Casamos por amor. Meu pai permitiu. Não era algo comum, normalmente os pais escolhiam com quem os filhos iriam se casar e o amor viria aos poucos. 

Sei que todos estavam temerosos com o casamento. Do mesmo modo que eu costumava correr para as coisas, costumava também correr para longe delas. Nunca fui apegada a nada além da minha liberdade e da felicidade de viver a vida intensamente nos seus mínimos detalhes. Esse foi meu grande erro. 

Engravidei, mas não queria estar grávida. Tirei. Ninguém nunca soube, nem do seu inicio, nem do seu fim. Então depois de alguns meses novamente. Voltei a tirar. Não sei quantas vezes fiz isso. Era jovem, tinha tempo para dar um filho ao meu marido. Nós éramos felizes como estávamos. Quando completei 21 anos todos estavam esperando que a qualquer momento eu anunciasse a gravidez. Foi quando ela veio. Minha sogra contara quantos dias haviam se passado e chegou ao pé do meu ouvido "fazem 40 dias que seu ciclo não desce". Eu sabia, estava esperando e ponderando se aquele deveria ser o momento. Fingi estar feliz, ela anunciou para todos que eu carregava a quarta geração da família no ventre. Meu marido não se aguentava de tanta felicidade. 

Eu fui mimada, ganhava tudo nas mãos, não me deixavam fazer nada que envolvesse correr ou pegar peso. Eu era infeliz assim, privada das coisas que mais amava. Naquele dia de verão, quando o outono se aproximava eu senti uma dor muito forte no ventre. Senti um liquido quente descendo por entre minhas pernas. Eu estava perdendo o bebê. Chamaram o médico, a curandeira, todas as mulheres ficaram a minha volta. Estava tudo bem comigo, mas o bebê havia ido embora. Pediram para eu não engravidar novamente tão cedo, mas eu não ouvi. No outro mês estava tão feliz que me deitei com meu marido de forma mais íntima e intensa, engravidei novamente. E, novamente vim a perder. Foram 20 meses tentando, um aborto atrás do outro. Eu não segurava os bebês. 

Certa vez perguntei para uma velha senhora se isso poderia ser causado pelos constantes abortos anteriores, ela disse que provavelmente não. Que era mais garantido que eu pensasse que a criança sabia que eu não a queria. E eu realmente não a queria. Portanto, quando ela começava a ficar madura, se soltava do pé, caindo por entre meus pés em forma de sangue e líquidos. 

Aos 23 anos meu marido casou-se novamente e eu fui devolvida ao meu velho pai. Ele foi obrigado pela família a fazer isso. Eu já não era nada feliz. Não cantava, não dançava, fazia somente o que me era pedido em silencio e resignação. Eu desgastei a porção de alegria e irresponsabilidade da minha vida. Hoje, consigo ver que a tristeza realmente veio me buscar, de tanto que eu fugia de seus olhos atentos e inteligentes. 

"Não tenham medo crianças", eu sempre digo para meus sobrinhos. "A tristeza sempre chega, sempre te encontra, então, apenas viva a dor, sinta-a no momento que ela tiver que ser sentida, nem mais, nem menos. Aprendam a não temer seus paços pesados e desengonçados. Andem ao seu lado e lhes falem sobre suas dúvidas e desamores, ela sempre nos entende"

Isso não é uma história sobre aborto, filhos, felicidade por ser mãe ou uma mulher completa. Isso é apenas um relato de quem não se manteve atenta as suas próprias oportunidades de ser humana. Uma história de alguém que fugiu todos os anos da tristeza e da dor. Alguém que foi contra a lei natural da vida que diz que a dor deve ser sentida


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Palavra: Delícia
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Ele seria uma bela nota de rodapé


Era um dia quente, mas havia uma brisa forte e gelada. Iria chover a qualquer momento. Eu assistia-o se locomover até onde eu estava. Seu cabelo levemente bagunçado pela pressa em chegar. Haviam pequenas flores que caíam da grande árvore no canteiro central do qual ele passara. 

Eu estava do outro lado, com as pernas em formato de lótus, mexendo num livro sem conseguir me concentrar. Estava nervoda. Esse tipo de coisa não costumava acontecer comigo, mas quando se tratava dele, ah, então eu era outra. Passava mal, perdia as palavras, ficava esperando uma mensagem. Ele era aquele tipo de pessoa da qual as pessoas admiram, mas que temem se aproximar. Sua timidez fazia as pessoas terem cautela ou até mesmo não insistir muito numa conversa. Mal sabiam elas que por dentro ele era outro. Extrovertido, brincalhão, diria que até um sedutor experiênte - ou eu me sentia uma boba quando ele estava perto -, a questão é que ele não percebia nada disso. 

Não se achava merecedor, ou o excluído, aquele que não se adapta ou que não sabe como flertar com uma garota. Ele tinha era dificuldade de lidar com pessoas rasas. Talvez eu fosse uma delas, já que ele me olhava com um misto de receio e de desejo, o que me deixava ainda mais nervosa. Ele não demonstrava estar verdadeiramente interessado em mim, o que me deixava nessa constanhte dúvida. Eu me entrego, digo o que sinto ou fico esperanhdo ele achar que gosta de mim, e então tomar iniciativa? 

Mas, não fou naquele dia florido, agradável e apaixonante que eu decidi contar. Eu, boba que sou, decidi me declarar contando que gostava de um menino, enviei a mensagem de texto e esperei retorno, não veio. Falei então, abrindo meu coração, que não sabia lidar com isso, com a ideia de gostar tanto dele e que parecia não ser recíproco. 

Então a resposta veio. Ele respondeu com todo o carinho em um texto gigantesco, dizendo que se eu gostava tanto dele era pra dizer, que não me faria bem guardar e que aposto que o menino estaria sim afim de mim, afinal, "você é encantadora". Fiquei mais de 30min encarando aquela mensagem, foi quando resolvi dizer. "Então, eu conversei com um amigo e ele me aconselhou a te dizer que, bem, que eu gosto muito de você. E, eu queria saber o que você sente quanto a isso?"

Uma torturante hora se passou, então meu celular brilhou. Era uma mensagem dele. "Eu sinto o mesmo. Mas, acho que agora não posso mais te dar o que você espera que eu lhe dê."

Eu, chocada, não entendi, resolvi ligar. Liguei uma, duas, cinco, dez vezes. Foi quando uma voz feminina atendeu. "Alô?". eu exitei "Oi, é, eu queria falar com o Vini, ele está?" houve silêncio por um longo minuto "Alô?" perguntei, "Olá, qual o seu nome mesmo querida?", estranhei, sua voz parecia engasgada de choro, "É Aline" falei por fim. 

Estava preocupada nesse momento, não entendia a tensão no ar nem o porquê de ele não atender o celular, foi quando ela me tirou dos meus devaneios infantis com a trágica notícia, "O Vini, minha querida, ele, bem, ele foi... foi atropelado enquanto atravessava a rua. O celular ficou em pedaços, mas resgatamos o chip, foi quando você ligou. Querida, sente-se ok? Vou terminar de contar." ela disse quando abri a boca pra falar, "O Vini não está mais aqui, ele se foi. Eu sei que vocês estavam num lance há tempos, ele sempre me falava que estava falando com você ou indo ver 'sua amiga Aline', sinto muito pela nossa perda, ele era um bom filho. Ele nem conseguiu se inscrever na faculdade de medicina, havia passado em três vestibulares, mas acho que estava relutante em escolher porque todas eram em outro estado. Eu sou mãe dele e perdi minha vida. Se quiser me ver, ou pegar alguma coisa sua que esteja com ele, meu endereço é..." foi quando eu parei de ouvir.

Não podia estar acontecendo, ele havia me enviado a mensagem. Parei então e tomei forças para perguntar: "Qual foi o horário do atropelamento?", ela parou e depois de uns segundos respondeu "16h33min" dei tchau e desliguei. Olhei o celular. Sua ultima mensagem fora enviada às 17h, ele foi atropelado lendo a minha mensagem, talvez enviando aquela resposta. Ou, talvez, o amor da minha vida havia sido um anjo.  

Hoje, depois de 4 anos da morte do Vini posso dizer que sinto menos sua falta. Sou paramédica. Ajudo as pessoas, salvo vidas, perco algumas, diria que nesse mar de histórias se cruzando em um gigantesco livro, o Vini, meu querido Vini, seria uma bela nota de rodapé. 
"Vinícius, 25 anos, olhos azuis, meio verdes, meio cinzas, cabelo bagunçado e um sorriso tímido. Eu o amava, e sei, que onde quer que ele esteja, ele ainda me ama."

255. "Eu não sabia o que estava acontecendo naquele momento".

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Não Force a Barra, Sem Joguinhos, Por Favor!


Eu já estou há tempos para escrever sobre o canal da Julia, JoutJout Prazer. E, hoje pela manhã apareceu um vídeo para eu assistir, depois de um tempo (porque a pisciana é lerda) que eu percebi que era um vídeo antigo. Mas, enfim, é um ótimo vídeo. 

O vídeo basicamente ensina como não fazer joguinho, o que é uma coisa que eu detesto e que eu já sofri muito por causa disso. Sofri porque eu sou direta. Quero, vou lá e faço. Sem mimi, sem apego, sem vergonha nem nada. E, percebi que perdi "muito boys" por isso, por ser "fácil" (?), mas, cara, pra quê? Quem é que gosta de ficar se fazendo de "não sei se quero"? Pelo visto muitas pessoas na face da terra gostam de fazer isso.

Vídeo:

(Eu realmente não entendo as pessoas que fazem isso)



Isso me causa uma tristeza, sabe? Dia internacional da mulher, dia de nossos direitos e ainda em 2017 sofrendo porque não fizemos joguinhos o suficiente? Ah, para né!!! Bem menos!

Outra coisa, se você, mocinha ou mocinho, se sente um merda porque não consegue lidar com pessoas que fazem joguinhos pra tudo na vida e acham que tem o valor de um diamante quando na verdade são um pedacinho de coco com moscas, não se sinta mal, entendeu? Tá bem? Então tá bem!!!




Ou, você que tem que lidar com um namorado(a) difícil, que se esforça pra não brigar, mas ele(a) vivem fazendo o maldito draminha manipulador ou o ciuminho do capeta, não se sinta mal consigo mesmo, deixa a vida levar, esquece, da um tempo, não acho que isso seja joguinho, mas um tempo para você não surtar


Agora, o mais importante! 
Para de apurrinhar os outros gente! E também, entende o lance da TPM, não é fingimento coisíssima nenhuma ok? São hormônios e a gente se sente bem coco nesses momentos! Precisamos ser respeitadas nesse momento bem difícil que o nosso corpo entende que não houve e que talvez não haja fecundação e nosso útero tenta nos matar por dentro em alguns momentos. (Era isso que eu pensava entes de me doutrinar, o lance da raiva do útero e tal, mas não deixa de ser engraçado igual)



Nosso útero é nosso amigo e nós temos que amar ele, certo? Precisamos pensar bem o que vamos colocar pertinho demais dele, o que vamos deixar passar pelo nosso canal vaginal, quem poderá tocá-lo é bem importante que seja selecionado e avaliado antes. Sexo casual é ótimo e eu não estou criticando ninguém não, viu? Só acho que as vezes uma embalagem bonita esconde umas coisas bem tenebrosas que podem não te fazer bem.

Seja, acima de tudo, sua/seu amiga(o). Isso é muuuito importante. 


Espero que gostem desse post feito as pressas, que fala de amor próprio, liberdade, auto cuidado e respeito.


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Planner e Bullet Journal - Como fazer ou onde comprar


Algumas das coisas que viraram febre em 2016, mas que não foram criadas ontem não. Estamos falando do Planner e do BuJo (Bullet Journal). Tenho que confessar que até eu cai nessa e me rendi (perdendo um rim e um olho no meu Planner super faturado). Nesse post iremos explorar lojas, com fazer, como modificar e de que forma usar os dois modelos de organizadores!

Uma das coisas que me fez pensar em pesquisar mais e escrever esse post foi a minha prima (oi Ana) que ganhou uma agenda mega simples, preta, capa de couro artificial e com páginas marcadas com dias e meses, tipica de consultório ou de quem usa muoito a agenda. Só que ela não é "nada organizada e não sabe como usar e nem por onde começar"

Planner

O planner é mais que uma simples agenda, ele conta com diversos mecanismos para organização. Eu diria que ele é um big calendário em forma de caderno. Normalmente eles tem um calendário geral do mês e um semanal, contando com 3 à 4 espaços por dia para escrever, planejar ou decorar. Também contém listas de metas, espaços para lembretes, lista de desejos e alguns contam com o habit tracker que foi emprestado do BuJo

Só um pequeno probleminha impede algumas pessoas de terem um planner comprado, bonitinho, da internet, o valor. Os planners variam de $100 à $400 reais! Desde os mais simples até os de luxo. O meu foi $180 + $30 de frete. Comprei no MyPlanner, mas ele veio cheio de coisinhas junto, então meio que "valeu a pena" e o pessoal vai me ajudar a pagar por causa do meu aniversário agora dia 10/03.

Videozinhos do meu planner 
(eu estava muito emocionada, foi logo que chegou)

Uma publicação compartilhada por Muryel Oliveira (@mumuowo) em
Uma publicação compartilhada por Muryel Oliveira (@mumuowo) em

Tutoriais

Separei alguns tutoriais de como fazer um planner, o da Maíra é bem legal e não é difícil. E tem um post antiguinho no blog Vida Organizada de como a Thais usava sua agenda em 2008

(Esse é bem legal e eu separei por causa da minha prima, é simples e fácil pra quem não quer perder tempo decorando ou fazendo coisas mais elaboradas)

(Esse eu achei bem legal e você mesmo personaliza suas divisórias e modificar mais o que você quiser)


Uma coisa muito importante pra quem quer se organizar e adquirir o habito de escrever no planner é carregar ele para todo o lugar que vai. Anotar tudo o que pretende fazer naquele dia (e não faça como eu que acaba fazendo coisas dos outros dias também) e deixar ali sua rotina. Funciona e ajuda quem tem uma vida agitada e corrida como eu tenho. 

Links

Bullet Journal

O BuJo foi criado em 2008 por Ryder Carroll, e pelo visto ultimamente virou uma febre no instagram, diversos modelos e sites de venda na gringa. O meu feed de busca aestá cheio, falei pra Lila que eu passava tempo olhando fotos de coisas fofas de papelaria que eu jamais teria no instagram, ela riu e disse que também faz!
"O bullet journal como é conhecido hoje foi criado por Ryder Carroll, um designer que percebeu que, assim como ele, outros profissionais que lidavam com tecnologia estavam cada vez mais voltando a usar papel para montar seus planejamentos e registrar ideias e coisas a fazer. Com isso, ele foi desenvolvendo um método pessoal que, quando considerou estável, publicou chamando de bullet journal. Você pode conferir tudo no site dele (em inglês): www.bulletjournal.com" - Vida Organizada
Eu optei pelo Planner justamente porque o BuJo é muito "manual", a pessoa cria, escreve, decora, e eu ficaria muito frustrada quando admitisse que não consigo fazer títulos legais como os que eu vejo no instagram!

O BuJo trabalha com listas, basicamente coisas que você gostaria de fazer ou alcançar/lembrar. Como livros lidos, livros para ler, filmes vistos, filmes para ver, checklistis, habit tracker (como eu disse lá em cima) entre outros, como uma parte para anotações pessoais e etc. Como eu citei anteriormente o Vida Organizada tem um post bem amorzinho sobre como fazer um BuJo (aqui). Meu namorado quer fazer um, mas ele está naquela fase de negação que a pessoa para e pensa "da muito trabalho e eu não vou saber me organizar igual". Espero que um dia ele consiga!

Outro post maravilhoso é o da Bárbara, que colocou uns vídeos lindos e uns links também que eu vou colocar aqui também! Uma coisa que eu tive que aprender a usar foi o habit tracker e vou deixar umas ideias também.

(Esse vídeo é maravilhoso, é o do post da Bárbara que eu falei)


O habit tracker a gente faz assim: Dias na vertical, lá em cima da folha, lista de hábitos na vertical, a cada dia que você fizer aquilo que colocou na lista de hábitos marque, pinte, pode fazer um alegenda de cores também, eu usei "comigo" e "com os outros", como: ser gentil, mantive a calma numa briga, perdi a cabeça por bobagem, me auto mediquei etc

Um outro post legal de como montar um BuJo é o da Maki, vale a pena ler todos esses links porque são muitas coisas para absorver!

Links

Decorações

Para os dois modelos de organizadores é bem interessante abusar de adesivos e fitas, as Washi Tapes, eu estou babando por elas!

Fui na imaginarium e quase ganhei uma, mas não gostei das que tinham ali. Lá tem umas cartelas de adesivos que foi mostrado no vídeo sobre BuJo, caderninhos bem amorzinhos, blocos, canetas e por aí vai.

Tem quem desenhe no planner ou BuJo também e acho que vale de tudo para deixar seu cantinho um amor e personalizado. Basta procurar e você acha blogs que disponibilizam adesivos para impressão.



Links


No mais, espero que tenham gostado, foi um post longo e cheio de links, espero também que não tenha casado vocês, porque foi gostoso demais deixar essas dicas aqui. Deixo vocês com a ultima dica e uma imagem.
Dica: Colem adesivos na capa daquela agenda de couro meia boca e com cara de tiozão que vocês tiverem em casa. Fiz isso com duas!

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Onde há amizade, há amor!


Era uma vez, quando o mundo era mais mundo e mais bonito do que é agora, quando as plantas e os animais não eram inferiores e eram chamados de lit. Os lits eram criaturinhas translucidas, sem uma forma específica, mas algumas características eram marcadas conforme a forma das quais eles nasciam. Haviam aqueles que nasciam das águas e do coração de luz que gerou toda a vida, aquelas que nasciam das folhas, das raízes ou da terra, tinham os delicados que nasciam das folhas e do vento, ou os que nasciam do centro dos vulcões, os das pedras e por assim iam as coisas.

Certo dia eu pude presenciar o amor surgindo em dois pequenos lits, uma bela das pétalas e um gentil da terra. Vi sua amizade crescendo, simples e verdadeira, até explodir em fagulhas de luz com um pequeno toque que gerou tanta luz como uma estrela explodindo no universo! Era assim que acontecia o amor de almas com os lits, esse amor era diferente do amor universal que vibrava na terra, que todo vivente conhecia tão bem.

Os dois pequenos andavam lado a lado, eles brilhavam e o ar ao seu redor era doce e fresco como mel e o vento pós chuva no quente do verão. As folhas sutis que pendiam na pequena cintura da mocinha, os fios de luz e orvalho que eram seus cabelos, os lábios como um botão de uma minúscula flor. Ela deslizava sob o ar. Já o jovenzinho, maciço, quente, ligeiro na sua calma despreocupada. Por onde andavam uma nova relva verdejante surgia.

Tudo era lindo naqueles dias, as noites eram iluminadas, não eram escuras como as que nós conhecemos hoje. Era fresco, o crepúsculo brindava com o dia. As nuvens no constante azul, rosa e laranja. Era a terra do verão. Até aquele dia em que tudo tornou-se como é agora.

Estávamos com nossos afazeres, quando nos comunicaram que seres precisavam de nossa ajuda. Crianças perdidas no universo que aguardavam pelo nosso apoio e esperavam ser acolhidas.

Estava tudo certo, até que aquela bola de luz veio se aproximando, só que quando chegou perto o suficiente para vermos que a carruagem que vinham era feita de lava pura que guardava formas negras, eu diria que até disformes, deformadas pela tristeza, desamor, o mal e a ganância. Quis gritar e voltar atrás no que disse, eles acabariam com toda a beleza que havia aqui.

Quando a carruagem aterrissou pude ver seus pés finos e compridos surgindo entre a multidão de pequeninos. Eles tinham pelos, garras, prezas e chifres. Quando andavam o chão todo tremia. Alguns, poucos, ao entrar em contato conosco desabrocharam em luz e leveza. Explodiram em fagulhas ao encontrar seu par. Dois pequenos seres das águas, duas fagulhas de luz e vento dançando nos céus. Por anos esse dilema se estendeu. Foi quando senti as mudanças.

Uma camada estranha surgiu na superfície, hoje eu sei que se chama terra, a terra que nós conhecemos. O ar ficou pesado. A raiva tomou conta do meu ser. Além de descumprirem as regras, eles haviam levado consigo os lits bondosos e ingênuos. Em poucos milênios tudo virou escuridão. Garras, prezas, cortes, carne, sangue. Ainda, hoje eu semeio a simplicidade, o amor e a bondade. Ainda vejo o amor explodir em fagulhas, o beija-flor e as suas amadas. A terra que tudo brota. E eu, continuo aqui, esperando o tempo em que seremos novamente seres de luz, amor e sutileza. Eu sou Gaia e deixo um pouco da minha história e da de meus habitantes do reino animal, vegetal e mineral.

Obs: Segundo o tradutor do google, lit significa iluminados(a).

Esse post faz parte da blogagem coletiva relâmpago Imagem/Palavra do Interative-se! 
As palavras norteadoras são Simplicidade/Amizade.
A imagem motivadora está no inicio do post.

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Resenha: La Belle Personne (A Bela Junie)


Eu sigo a página Insossidade no facebook, e eu adoro tudo ou quase que eles postam. Aí, certo dia eu estava passando na minha linha do tempo e apareceu o vídeo que eu vou colocar a seguir. A música do Joy Division caiu muito bem com o filme, logo eu sai correndo procurando pra download (aqui no Cinema, Sal e Tequila - qualquer coisa eu disponibilizo mais tarde pelo drive). Mais uma vez eu vou dedicar meu amor e devoção a uma atriz francesa, Léa Seydoux, que me fisgou quando assisti Azul é a Cor Mais Quente, logo depois acabei assistindo outros filmes dela como A bela e a fera e Diário de uma criada de quarto.


Segundo o Google:
  

Sinopse: O contexto de uma adolescente que começa a estudar na mesma turma de seu primo após a morte de sua mãe. Ela passa a ser desejada pelos colegas do rapaz, mas descobre uma verdadeira paixão longe dos jovens que a circundam.
Data de lançamento: 1 de janeiro de 2009 (Brasil)
Direção: Christophe Honoré
Música composta por: Alex Beaupain
Autora: Madame de La Fayette
Roteiro: Christophe Honoré, Gilles Taurand
Resenha: 

Junie vira atração da escola nova após se mudar por causa da morte da sua mãe e ir estudar com seu primo. Colegas e professores parecem fazer um "pequeno bullying" com ela. Logo nas primeiras semanas um rapaz do círculo, Otto se apaixona por ela e eles namoram, aquele típico namoro sensual e ao mesmo tempo inocente que existem nos filmes protagonizados por Léa Seydoux.

Só que Otto não consegue entender a mudança repentina da namorada, num dia ela tira a roupa e se mostra para ele e no outro já não sabe mais o que quer, acha que vai embora para evitar alguma coisa da qual ele não sabe. Entre isso, Junie desperta fortes sentimentos em seu professor de italiano Nemours, interpretado por Louis Garrel (lindo).

É uma linda fuga de cão e gato (e rato, no caso de Otto, que caiu na trama de Junie). Dando um mega spoiler, não aguentando mais a dúvida relacionada a namorada, ele pede para um amigo seguir Junie e ele a vê conversando com Nemours, que a segura pelo braço e quase a beija. Após isso, perdido e desnorteado, Otto se joga da sacada que dá para o pátio da escola. Ainda sentindo-se culpada pela morte do namorado/ex(?) Junie faz um mega drama para o professor de italiano apaixonado, que não chega a tocar de fato nela. Então, no dia que eles haviam marcado de se encontrar, Nemours descobre que Junie foi embora.

O filme fala sobre um relacionamento que foi jogado de lado, sobre perdas, tramas de traição, sexo e relações alunos/professores e professores/professores numa escola de ensino médio francesa. Acho interessante como nesses filmes as relações são repletas de sarcasmo, cinismo e sensualidade. Os protagonistas professor/aluna não tiveram de fato uma relação, pelo menos não explícita, mas o filme deixa a dúvida.

Um filme triste, sensual e psicológico sobre como lidamos com os sentimentos das pessoas e como brincamos com o coração alheio. Recomendo, acho que eu ainda verei novamente, e espero comentários de quem assistiu ou de quem gostaria de assistis!

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Filmes que eu amo com Audrey Tautou

Amo essa atriz. Sua expressão facial, seu sorriso sapeca, seu francês com biquinho e sua forma engraçada de olhar até quando não são filmes de comédia. Parece que ela está sempre querendo rir de algo ou fazer uma piada! 

Ela ganhou meu coração quando assisti Coco Antes de Chanel, e eu ainda lerei sua biografia (de Chanel). Logo depois de eu cortar o cabelo e ele já ter crescido um pouquinho me comparavam com a Amélie e eu ficava "mas quem é essa tal?", até que finalmente eu assisti e não me decepcionei nem um pouquinho. 
Segundo a wikipédia: Audrey Justine Tautou (Beaumont, 9 de agosto de 1976) é uma atriz francesa, mundialmente conhecida por protagonizar a produção francesa O fabuloso destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain, 2001) e a adaptação do Best Seller, O Código da Vinci, em 2006. Na França, contudo, já era reconhecida por sua atuação em Vénus beauté (institut) (1999), seu primeiro longa-metragem. Desde 2009 é a nova cara do perfume Chanel Nº 5.
Não costumo escrever sobre filmes, mas fui instigada pela blogagem de março e pela interação do Interative-se!

1. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain


Me apaixonei pela trilha sonora e pelo fato de esse filme ser muito pisciano (sim, filmes tem signos). Sonhador, sapeca e encantador, com cores peculiares e uma trama cheia de risos contidos. O filme conta a história de Amélie, uma moça que trabalha num café, que não acha graça nas relações amorosas (ela literalmente riu durante o sexo) porque não deu certo para ela. Seu pai achava que ela tinha uma doença, portanto não se permitia fortes emoções, mas ela era uma moça justamente feita para essas emoções! O filme passa a mensagem de que não precisamos deixar de viver porque uma pequena coisa não deu certo na nossa vida. 
O final é minha parte favorita! Ela ajuda várias pessoas próximas a se encontrarem, aliviarem seus corações e acabou vivendo seu primeiro grande amor. Lindo demais! 

2. O Código Da Vinci


Em o Código Da Vinci, Audrey interpreta Sophie Neveu, criptógrafa da polícia e herdeira do sangue de Jesus e Maria Madalena. Foi criada por um "tio" muito louco que a tornou muito fechada e descrente das coisas. Lembro que no filme fala que Sophie era o Graal (que tudo né?), mas não sei se era um filme muito americanizado, mas não senti uma entrega dela como nos filmes franceses. O filme é uma adaptação da obra de Dan Brown dos quais eu ainda não li! As adaptações para o cinema foram mal vistas por não serem fiéis e terem coisas que o deixavam longe da verdadeira história.

3. Coco Antes de Chanel

Eu queria muito uma blusa assim
Esse é meu amorzinho, o filme que fisgou meu coração. Gabrielle "Coco" Chanel era uma dançarinha/cantora/garçonete a noite e de dia trabalhava em uma alfaiataria costurando bainhas de roupas. Só que a garota era mais que isso, acabou sendo atraída pelo milionário Étienne Balsan que bancou ela durante anos, só que ela não passava de uma atração para ele. Ela, muito dura com a vida, não cedia em todos os momentos, é um filme triste na maior parte do tempo, até suas piadas tem um tom bucólico. Gabrielle era conhecida por se vestir de homem ou por não usar espartilhos e sim roupas mais folgadas. Ela se apaixona e se torna amante de Boy Capel, o amor de sua vida. Quando a tragedia acontece ela se dedica toda para sua marca que já estava alçando voou!
É meu típico drama favorito. 

4. La Délicatesse (A delicadeza do amor)


Nathalie vive um relacionamento maravilhoso e perfeitinho com seu noivo/namorado, quando num momento ele morre. E tudo vira de cabaça para baixo, ela está apegada ao passado de forma que que nada em seu apartamento que lembra ele foi mexido. Está tudo como no dia fatídico. Ela sobe de cargo no trabalho (porque vive para isso), sua melhor amiga fica gravida e ela acompanha a criança crescer enquanto se arrepende por ter adiado ter um filho com o ex-marido. Até que um novo funcionário da empresa (Markus o ruivo/loiro grandalhão e desengonçado) aparece e eles se envolvem. A partir daí o filme vira a coisa mais fofa do mundo, eles descobrindo o amor em pequenos encontros, ao acaso e na simplicidade. Uma tradução para o título seria "Iguaria". Chorei bastante, então, recomendo!

Ficam as dicas de filmes lindões com a Audrey Tautou que é a minha diva do cinema francês! 
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Não é só mais uma carta de amor


Eu ainda tenho 21 anos, e se eu pudesse, pararia o tempo exatamente agora. Quando eu ainda tenho só uns poucos fios de cabelos brancos e você as bochechas lisinhas de quem tem pouca idade e recém fez a barba. Eu congelaria seu sorriso e as piadas bobas e sem graça que me fazem rir descontroladamente.

Cada pequeno instante que passamos, cada breve momento de alegria, eu penduraria como fotos em um varal, para que todos que passassem pela gente soubessem que nós somos felizes na nossa simplicidade de acordar despenteado e com a cara amassada e mesmo assim ter a doçura de dar bom dia para cada parte do nosso corpo: "bom dia pezinhos", "bom dia olhinhos", "bom dia barriguinha" e beijar cada uma delas. Isso parece meio bobo para quem lê (provavelmente), mas são meus pequenos tesouros.

Todos podem dizer que o ano que passou foi o pior de todos, que só trouxe coisas ruins, crise, desemprego, um presidente meia boca etc. Eu diria que sou grata, pois esse ano me trouxe você. Me trouxe como as ondas trazem aquela garrafa perdida com um bilhete dentro, daquelas que vemos nas animações da Disney.

É clichê dizer que você é a alegria dos meus dias mais banais? Ou que eu adoro fazer arte contigo? Ou ainda, que tu é o melhor amigo para empreendimentos malucos de todo o mundo (que eu tenho)?

E, eu queria te dizer, aqui, na frente de todos, que eu te amo. Amo ser completa e poder te amar nessa plenitude. Amo me descobrir através dos seus olhos. Amo a pessoa melhor que eu sou com a tua ajuda e quando tu me xinga e eu me sinto um serzinho insignificante, mas mesmo assim, você me abraça. Te amo, simplesmente por eu poder ser quem eu sou e saber que comigo você é quem é. Simples assim. Sou feliz por esses meses que estamos juntos e não quero que o tempo voe ou que a gente dure pro resto da vida juntos. Quero só a gente. Aqui. Agora. Nesse momento que foi congelado pela memória.

Att, quem te ama muito.

207. Você tem vinte e um anos de idade. Escreva uma carta de amor para o(a) seu/sua namorado(a).

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Resenha: Mentira Perfeita - Carina Rissi


Conforme prometido por posts e através do desafio literário do Interative-se (aqui) o livro de fevereiro deveria falar sobre festas, já que é o mês do carnaval. Escolhi Mentira Perfeita por dois motivos, além do óbvio (festas): eu já queria muito ler, estava na minha lista de desejados do skoob e por ser um Spin-off de Procura-se um marido (resenha) da Carina Rissi, que eu sou apaixonada! 
Queria dividir com vocês que estou de coração partido por trocar o meu No Mundo da Luna no skoob, apesar de não ser meu livro favorito e eu ter criticado bastante na resenha ainda tem um valor sentimental envolvido! Mas, não sei se realmente vou aceitar a troca, motivos pessoais.
Enfim, é preciso abrir espaço na estante para novos amiguinhos literários!

Informações:

(Skoob)
Ano: 2016
Páginas: 462
Editora: Verus
Avaliação:★★★★★
Sinopse Skoob: Com Mentira Perfeita, Carina Rissi prova mais uma vez que o seu forte é contar boas histórias, com ritmo acelerado e repletas de paixão, humor e reviravoltas. Júlia não tem tempo para distrações. Ela é brilhante e sempre se esforça para ser a melhor naquilo que faz; por essa razão, sua vida pessoal acabou ficando de lado. Algo que sempre preocupou sua tia Berenice. Gravemente doente, a mulher teme que Júlia acabe completamente sozinha quando ela se for. Júlia faria qualquer coisa qualquer coisa mesmo! por tia Berê e, em seu desespero para agradar a única mãe que já conheceu, inventa um noivo enquanto torce por um milagre... E então o milagre acontece: Berenice se recupera e, assim que deixa o hospital, gasta todas as suas economias com o casamento dos sonhos para a sobrinha. Como Júlia pode contar a ela que mentiu, com a saúde da tia ainda tão frágil? É quando Júlia conhece Marcus Cassani. Ele é irritantemente cínico, mulherengo e lindo de um jeito que a deixa desconfortável. Marcus também está enfrentando problemas, e um acordo entre eles parece ser a solução. Tudo o que Júlia sabe é que deveria se afastar de Marcus. Mas seu coração tem uma ideia muito diferente... Mentira Perfeita é um spin-off de Procura-se Um Marido, uma história que se passa no mesmo universo da primeira. Aqui você vai conhecer novos personagens inesquecíveis, além de rever aqueles que já moram no seu coração.
Resenha:

Estava Júlia lá no seu lugar, cuidando da tia Berenice como sempre fazia, estava tudo certo, tudo ok. Até que ela eve um troço e foi para o hospital, seu coração não aguentaria mais um colapso, foi o que o Dr. Victor disse. Ela deveria evitar fortes emoções. Ainda na cama de hospital Berenice falou que queria que a sobrinha tivesse um namorado, que ela deveria viver e que estava passando muito tempo cuidado dela e se esquecendo de si. Foi quando Dênis, seu melhor amigo teve a brilhante ideia de dizer para Berenice que Júlia tinha mesmo um namorado, mas que não queria contar porque não era nada certo. Tia Bêre surtou, ficou toda animada, Júlia entrou na mentira e ainda em pânico afirmou que o rapaz "havia tocado naquele assunto" (casamento).

Até então estava tudo ok, ela só precisaria fingir que haviam terminado e a tia não iria nem pensar que era uma mentira. Só que a tia Bêre, como nada boba que era, queria conhecer o rapaz, e ainda perguntou "você não está mentindo para mim, não é Juju?" (ou algo assim). Só que Júlia não queria perder a tia de jeito nenhum, então persistiu na mentira. Ela que não saia com ninguém há tanto tempo deveria achar alguém urgente para fingir ser seu namorado. Ela trabalhava na L&L (empresa da Alicia, de Procura-se um marido), no setor de T.I, estavam programando o lançamento do site, até que Amaya, sua amiga que também trabalhava na L&L pediu para ela levar uma papelada para Alicia assinar na fundação, pois ela só confiava nela. Ok, Júlia foi, e foi lá também que conheceu Marcus Cassani, quem ela tanto ouviu falar por ser "um mulherengo e irritante, mas, gente boa". Moreno, olhar penetrante, e profundamente irritado por um bug num programa do computador da fundação. Alicia assinou os papéis e Júlia resolveu ajudar com o programa, queria dar um "chega pra lá" em Marcus para poder ficar de frente pro computador, até que percebeu que ele era cadeirante. Aquilo não a abalou, mas sim o fato de sua presença lhe causar um formigamento estranho.

Certo, aquilo foi estranho, ela pensou, mas tinha mais coisas a pensar do que em um cara qualquer. Marcus, por outro lado também estava com seu dilema. Queria sair da casa do irmão e ter seu próprio canto. Só que os pais não queriam, por diversos motivos, e fizeram ele prometer que teria um cuidador ou alguém por ali perto para ajudar caso ele precisasse, o que lhe deixou com muita raiva. Foi quando num bar, os dois acabaram se encontrando casualmente por causa do grupo da L&L. Julia contou sobre a encrenca que havia se metido, o que deixou todos bem preocupados. Ela só não esperava que Marcus fosse se oferecer para ser esse "namorado de mentira" que Júlia precisava, em troca ela precisaria ser a cuidadora de Marcus para os dias que os pais dele estivessem na cidade.

Ela pensou e acabou aceitando quando se deu conta que havia nomeado o suposto namorado para tia Berenice como "Marcus". E agora ela tinha outro dilema, fazer a tia acreditar no namorado e depois no término, para poder cancelar o contrato da festa de casamento exorbitante que a tia havia feito ao saber que o suposto namorado estava pensando em pedi-la em casamento. Haveria uma festa carérrima com o dinheiro das economias de sua tia, e o noivo nem era real, e ela muito menos queria uma carruagem de princesa e pombos voando ao saírem da igreja!

Estava tudo certo, eles iriam fingir estarem apaixonados, depois fingiriam terminar e assim, poder cancelar o contrato da festa que a tia havia feito e somente ela poderia desfazer. Os dois só não esperavam se apaixonar de verdade naquele relacionamento de mentira. Eles acabaram se envolvendo para "se conhecer melhor e mentir melhor" (nem eu acreditei nisso). Júlia que é uma pessoa com intolerância a rejeição aos poucos foi se abrindo e perdendo seu medo, Marcus que achava que Júlia estava com ele por causa de sua "condição de cuidado". Os dois achando que não haviam sentimentos recíprocos envolvidos. Diversos problemas foram aparecendo no caminho como, uma sabotagem no site, Max descobrindo a mentira, mulheres bonitas se jogando para Marcus (deixando Júlia mal), agressões no cinema, polícia, um quase afogamento, más notícias médicas, outro piri-paque da tia Berenice, e por aí vai. Mas, quando tudo poderia dar errado e estava dando, eles perceberam que só eram certos um com o outro, cada um com a sua limitação,mas no final os dois eram inteiros juntos!

Considerações:

Eu perdi a conta de quantas vezes fiquei sem ar lendo esse livro. Acho que deveria haver uma continuação sim e não importa se é um spin-off. Amei cada expressão de Marcus, de Júlia, do final feliz da tia Berenice. Saboreei cada frase, cada capítulo alternado entre Júlia e Marcus. Os seus sonhos e seus hábitos tão belamente trabalhados pela Carina. Eu realmente fiquei animada com o desejo de Marcus por Júlia e morri rindo das palhaçadas dos dois e as piadas mal feitas para irritar. Marcus as vezes parecia um garotinho de 7 anos.

No mais, recomendo. Não tenho palavras para descrever o quanto amei esse livro, é uma história fascinante sobre o amor, sonhos e limitações. Também fica bem explicito que cadeirantes também tem vida sexual, também amam, vivem e fazem as coisas como pessoas normais, só com algumas modificações. E acho assim, que o amor anda muito comercial, as pessoas vendem um rótulo bonito. Então devemos parar de avaliar rótulos e perceber o verdadeiro conteúdo.

Beijos luminosos para todas(os), espero que tenham gostado e em breve tem mais resenhas!
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